segunda-feira, 4 de junho de 2012




Considerações Finais

Este Blog teve como principal finalidade a divulgação de um projeto desenvolvido em conjunto, por seis alunos do curso de Pedagogia do CEDERJ/UERJ afim de atender à disciplina 4º Seminário de Práticas Educativas.


Gostaríamos de parabenizar a todos os tutores presenciais e à distância, pelo excelente trabalho que realizaram junto à nós, com competência e sobretudo dinamismo.


Parabenizamos também a todos os nossos colegas de curso que realizaram trocas de aprendizagem bastante significativas a respeito do nosso trabalho e procuramos pouco a pouco retribuir todo o carinho, visitando os outros blogs da turma e fazendo comentários.


Esperamos ter contribuído com informações relevantes sobre o tema " T.O.C ( Transtorno Obsessivo Compulsivo)" e sabemos que este assunto não se esgota por aqui, pois muito há que ser descoberto haja vista que os avanços na área da medicina são constantes.


Importante é ressaltar que este problema existe, não se trata apenas de uma mania e que como educadores ou futuros educadores, poderemos nos deparar com alunos que apresentem sintomas como os que foram mencionados neste trabalho e através da pesquisa e do conhecimento sobre o assunto, poderemos ajudar a tornar seu caminho na escola muito mais proveitoso e direcionado.


Vale ressaltar que acreditamos ser possível alcançar bons resultados no trabalho com projetos, desde que todos os envolvidos em sua construção e execução estejam comprometidos com a responsabilidade de analisar a complexidade do trabalho a ser executado e através dele, proponham meios de alcançar bons resultados.


A experiência no envolvimento da criação desse blog, bem como a execução do projeto em si revelou uma dinâmica de aprendizagem interessante e motivadora, além de ter otimizado tempo e distâncias, possibilitado a interação com os colegas do grupo, de outros grupos e até mesmo com colegas de outros Polos.


Ampliou a gama de conhecimentos sobre outras temáticas abordadas pelos demais grupos sem comprometer a qualidade e eficiência na elaboração e no resultado final do trabalho ( criação e postagem do blog). 


O processo de educação digital é  irreversível e reflete o movimento contemporâneo da sociedade da informação.


Cabe a nós educadores, a tarefa de democratizá-lo, e promover  a conscientização e a mobilização da sociedade para a criação e implementação de uma política educacional voltada para a inclusão digital.

quinta-feira, 24 de maio de 2012


TOC na infância: conheça os sinais e a importância do tratamento




CRESCER conversou com a psiquiatra Ana Beatriz Barbosa Silva, autora de Mentes e Manias, para esclarecer dúvidas sobre o transtorno obsessivo-compulsivo em crianças

Heloiza Camargo


ThinkStock
Crianças são cheias de manias. Você bem sabe disso. Só que essa característica também está ligada a quem tem o transtorno obsessivo-compulsivo (TOC). Para diferenciar o que é próprio da fase do seu filho ou um problema é preciso observar a frequência em que essas manias acontecem. Ou seja, quando a criança simplesmente não consegue deixar de fazê-las e sofre com isso. Mas lembre-se: só um especialista pode dar o diagnóstico. Nem tudo é TOC. Para entender melhor sobre o transtorno, CRESCER conversou com a psiquiatra Ana Beatriz Barbosa Silva, que recém-lançou Mentes e Manias (Ed. Fontanar/Objetiva R$ 34,90). Na obra, ela dedica um capítulo inteiro para falar do TOC na infância. 

CRESCER – O TOC tem idade para começar? 
Ana Beatriz Barbosa Silva – Geralmente, começa na adolescência, mas pode aparecer na infância também, entre 6 e 8 anos, em média. Essa é justamente a fase em que a criança começa a ser ver como indivíduo e parte de uma sociedade. Até então, ela achava que era uma extensão dos outros ao seu redor. E para esse amadurecimento natural é comum que ela adote certos rituais e apresente pensamentos obsessivos. Por exemplo: as crianças costumam temer muito a morte da mãe, então, elas coçam o nariz três vezes para protegê-la, ou só andam nas pedrinhas brancas quando estão na rua. Essas pequenas manias fazem parte do crescimento. O problema está quando, junto com elas, vem um alto nível de ansiedade - e o que era só esporádico vira rotineiro e passa a atrapalhar a socialização -, como aquela criança que não consegue ir para a casa de um amigo porque tem medo de deixar a mãe sozinha e algo de ruim acontecer com ela. 

CRESCER – Como diferenciar manias de TOC? 
A.B.B.S.
 – O TOC traz sofrimento. A criança não consegue deixar de repetir aquele ritual, e isso compromete a sua vida na escola, com a família, os amigos. É importante prestar atenção no seu filho e ver se aquelas manias típicas da infância não ultrapassam a linha do que é saudável ou não. Uma criança que tem pavor de se sujar, e precisa trocar de roupa imediatamente, e aquela que arruma o quarto de um modo que, se alguém mexer, ela se tornará explosiva, são casos que merecem atenção. Outro exemplo são aquelas que não admitem um erro: se escrevem uma palavra com a grafia incorreta, não são capazes de passar a borracha no caderno, arrancam a folha e começam tudo de novo. Mexer sistematicamente em machucados, arrancar as casquinhas ou fios de cabelo e pêlos da sobrancelha. Tudo isso pode ser indício de TOC. Mas essas coisas têm de envolver sofrimento, porque as crianças simplesmente não conseguem não fazer. 

CRESCER – O TOC em crianças acontece da mesma forma que nos adultos? 
A.B.B.S.
 – Nas crianças há o agravante de que elas ainda vivem em um mundo permeado por fantasia. Isso quer dizer que elas realmente acreditam que, se não ficarem o dia todo monitorando a mãe pelo celular, ela poderá morrer. O adulto, por outro lado, tem consciência de que os seus rituais não são lógicos, apesar de ambos não conseguirem controlá-los. Até por isso é mais fácil o diagnóstico nas crianças. Por mais que elas não falem abertamente sobre a questão, elas dão muito mais indícios. Já os adultos se sentem constrangidos e geralmente escondem o problema. 

CRECER – Como o transtorno é desencadeado? 
A.B.B.S.
 – É preciso ter uma predisposição genética para desenvolver TOC e algum fator que o desencadeie. Nas crianças, pode ser um estresse prolongado (que dure entre 1 e 2 anos), como a separação complicada dos pais, algum parente com uma doença séria, o bullying na escola. Crianças com essa carga genética também serão mais perfeccionistas e extremamente controladoras. Porém, o mais importante não é descobrir o que desencadeou o TOC, mas sim tratá-lo. 

CRESCER – E como é o tratamento? 
A.B.B.S.
 – O TOC é o transtorno que mais mexe com a taxa de serotonina, uma espécie de antidepressivo cerebral. Funciona assim: quanto mais baixo o nível de serotonina, maior a incidência de pensamentos negativos e obsessivos. Então, o primeiro passo é procurar um médico, já que o problema não melhora espontaneamente. O tratamento é medicamentoso e psicoterápico. Remédios para controlar a taxa de serotonina e terapia para expor a criança ao objeto de obsessão ou a situações que antes ela achava catastrófica – o objetivo é que ela perca completamente o medo e bloqueie o ciclo de pensamentos ruins. Por isso, os pais não podem ter preconceito em dar remédio para os filhos. No livro, uma mãe diz em seu depoimento que foi muito difícil a decisão de dar medicamentos psiquiátricos para o seu filho, mas, no fim, ela percebeu que era como se ele tomasse remédios para o coração, por exemplo. Ele teria que conviver com aquilo. Tratar o TOC na infância abre uma possibilidade enorme de que na idade adulta, fase mais crítica, o transtorno fique em um grau mais leve. 

sábado, 19 de maio de 2012

Fique atento: o T.O.C. na infância


Na infância as idéias obsessivas mais comuns têm como foco a contaminação ou germes, seguido pelo medo de alguma coisa de mal que possa acontecer para si ou para familiares, moralização ou religiosidade excessivas, incluindo pensamentos em pecados. As compulsões mais comuns incluem rituais para andar (não pisar aqui e ali), lavagem excessiva, repetição, checagem, tocar, contar e ordenar.
Os rituais de lavagem (mãos, banho, escovação) chegam a ocorrer em uma freqüência de 85% das crianças com TOC. Com o passar do tempo a sintomatologia do TOC infantil pode mudar mas de modo geral o quadro clínico obedece aos sintomas relacionados na Tabela 1.
TABELA 1 - SINTOMAS DO TOC INFANTIL
Sintoma                                                     % de indivíduos que queixaram
OBSESSÕES%
Pensamentos e preocupações com sujeira, germes40
Medo algo terrível em si ou em alguém amado: fogo, morte, doença24
Pensamentos sobre simetria, ordem, exatidão17
Escrupulosidade excessiva, obsessões religiosas13
Preocupação em perder secreção do corpo, urina, saliva8
Pensamentos sobre números de sorte ou azar8
Medo de ter impulsos de agressividade, algo proibido, impulsos sexuais4
Medo de ferir os outros ou a si próprio4
Sons, palavras ou músicas intrusas que “não saem da cabeça”1
COMPULSÕES%
Lavar as mãos, escovar os dentes, tomar banhos85
Rituais de repetição como abrir e fechar a porta, descer escada51
Checagem de portas, travas, tarefas, luzes46
Diferentes rituais (manias) de escrever, falar, se movimentar26
Rituais para se livrar de contaminantes23
Ter que tocar as coisas20
Medidas preventivas para não machucar ninguém16
Arranjar as coisas, colocar em certa ordem17
Contar e recontar19
Empilhar ou colecionar11
Rituais de limpar a casa ou objetos inanimados6
  * - Fonte: Snider, 2003O declínio do rendimento escolar, conseqüente à diminuição da capacidade de concentração, pode ser uma valiosa pista para que os pais comecem a pensar em algum problema dessa natureza. Também alguns problemas dermatológicos devem chamar atenção, sobretudo as dermatites eczematóides,  geralmente ocasionadas por lavagens excessivas com água ou detergentes. De modo geral a criança com TOC tem crítica da estranheza de suas atitudes e escondem essas “manias”, por isso elas procuram executar seus rituais em casa e não diante de professores ou estranhos.O TOC, tanto em adultos como em crianças, é uma doença crônica, e de dois a catorze anos depois de feito o diagnóstico inicial, ainda não acontece eliminação de todos os sintomas em 43% a 68% dos casos, porém, cerca de 30% dos pacientes apresenta remissão espontânea depois de alguns anos de doença. Infelizmente, 10% dos pacientes têm piora progressiva e acabam por apresentarem múltiplas obsessões e compulsões, as quais mudam em conteúdo e severidade com o passar do tempo.para referir:

Ballone GJ - Transtorno Obsessivo-Compulsivo em Crianças - in. PsiqWeb, Internet, disponível em www.psiqweb.med.br, 2006 & http://www.psiqweb.med.br/site/?area=NO/LerNoticia&idNoticia=15

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Transtorno Obsessivo Compulsivo - algumas produções que retratam esse tema:

O aviador- com Leonardo Di Caprio

Os Vigaristas - com Nicolas Cade

Melhor É Impossível - com  Jack Nicholson


Monk - série de TV com Tony Shalhoub




 TOC TOC - Peça Teatral de Alexandre Reinecke






Caso curioso de indivíduo com T.O.C.

“Dan Gorske, comeu 23 mil Big Macs ao longo de 36 anos. O fanático pelo lanche admite que tem TOC e é obcecado por números. Isso pode explicar sua fascinação pelo gorduroso hambúrguer e porque ele mantém cada recibo dos Big Macs em uma caixa. Gorske pode lembrar os dias exatos (não são muitos) durante os 36 anos em que não comeu seu sanduíche favorito, onde passou noites em claro e teve sérias crises de obsessão. Hoje ele mantém alguns no freezer – para emergências."  


Fonte:<http://diariodebiologia.com>
Acesso em: 14/05/2012.