O que é o Transtorno-Obsessivo Compulsivo (TOC)
Aristides Volpato Cordioli
Elizabeth Heldt
Aristides Volpato Cordioli
Elizabeth Heldt
O TOC é um transtorno psiquiátrico bastante comum, que se caracteriza pela presença de obsessões e ou compulsões, suficientemente severas para ocupar boa parte do tempo do paciente, causando desconforto e comprometendo seu desempenho profissional e seus relacionamentos interpessoais. Pode ser leve ou severo o suficiente para incapacitar seus portadores. É o quarto diagnóstico psiquiátrico mais comum nos USA vindo após as fobias, abuso de drogas e depressão.
As manifestações mais comuns são: necessidade repetida de lavar as mãos ou o corpo, de repetir coisas, de fazer verificações, contagens (rituais ou compulsões); ou então ter a mente invadida por uma ou mais pensamentos, palavras, frases que o paciente não consegue afastar mesmo que as considere absurdas (obsessões). É comum ainda aos portadores de TOC terem temores absurdos ou exagerados e em razão disto evitar de tocar em objetos - mesmo os mais comuns como: trincos de porta, sofás, móveis, dinheiro, corrimão de escadarias, ou frequentar lugares considerados sujos ou contaminados.
O TOC acomete aproximadamente ao redor de - 2.5 % das pessoas ao longo da vida. O TOC é um transtorno crônico que, muitas vezes, se inicia na infância e acomete principalmente indivíduos jovens até os trinta anos, podendo durar toda a vida. É raro que se inicie após os 40 anos. A incidência ainda é levemente maior em mulheres. Pode consumir muito tempo da pessoa na execução de rituais, ou ocupar sua com obsessões mente por muitas horas durante o dia, impedindo-a de envolver-se com atividades mais produtivas. O que agrava ainda mais o quadro é que tal comprometimento é sempre acompanhado de muita angústia, aflição, sentimentos de impotência, diminuição da auto-estima e eventualmente depressão.
Muitos pacientes têm vergonha de seus rituais e até mesmo de seus pensamentos obsessivos, e em função disto procuram ocultá-los dos familiares, precisando esconder-se das demais pessoas para realizar atos que eles mesmos consideram absurdos. Como não conseguem controlar-se e evitá-los, interpretam tal necessidade como "mania", uma espécie de loucura, fraqueza, desvio da conduta ou perversão, o que aumenta a auto-crítica e os sentimentos de culpa. Os familiares geralmente não compreendem e não toleram as manifestações do TOC, ainda mais que em muitas situações interferem de forma acentuada nas rotinas da própria família e no desempenho profissional ou escolar do paciente.
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